31.8.06

andanças

Passinho após passinho, se apoiando aqui e tombando lá, meio tortinhas e cheias de charme: sim, as pimentinhas estão andando.
Estrela começou já faz uns quinze dias. Ana Luz, uns dez dias depois.
Agora, ninguém segura mais (e quem é que segurava antes, hein?). Passam o dia todo perambulando pela casa, abrindo e fechando portas, que é um prazer novo a ser descoberto, discutindo com as paredes, cadeiras e demais obstáculos que insistem em dficultar seu caminho. E me seguindo onde quer que eu vá, claro. Afinal, mãe é mãe, né?
Eu de vez em quando páro, sento e fico só olhando. Forma até pocinha, de tanta baba.
Minhas pimentinhas, pequenas andarilhas.
Ai, ai.

18.8.06

antes tarde do que mais tarde! ; -)

Querido papai,
A mamãe contou pra gente que no domingo que já passou (ih, a gente não sabe quantos dias faz, não, a gente ainda não aprendeu a contar os dias direito...) foi dia de todos os papais do mundo. Mas a gente não se interessa por todos os papais do mundo, porque a gente tem um papai só, que é o melhor do mundo. Então, pra gente, o domingo que passou ficou sendo só o SEU dia. Tá bom assim?
A mamãe também contou pra gente (e ela tava muito brava, papai... mas não era com você não, pode ficar sossegado!) que o tal do 'bloguispóti" - ai, a gente não sabe direito o que é isso não, só sabe que é ele que deixa ou não deixa a gente escrever aqui - tava... tava... como foi mesmo que ela disse?? Ah, tá!! Ela disse que tava travando!!
Bom, como esse tal do bloguispóti não quis deixar a mamãe escrever aqui, o tal do SEU dia ficou lá pra trás. Mas aí a gente falou pra mamãe que podia deixar, que a gente mesma ia vir aqui, enganar esse tal do bloguispóti e escrever umas coisinhas pro nosso papaizão.
Olha, papai, a gente queria dizer que é o maior barato ser sua filha. A gente adora quando você faz aquelas brincadeiras que todo mundo diz que só menino pode fazer, mas você não se importa, porque você já teve dois meninos e sabe que é divertido, então você quer mais é que a gente seja bem moleca mesmo. A gente adora também quando você fica inventando aquelas vozes esquisitas pros nossos fantoches, e conta umas estorinhas sem pé nem cabeça, mas que fazem a gente rir um montão. E quando você dá banho na gente e faz uma bagunça atirando os nossos bonequinhos pra todo lado, e fazendo o Tom se jogar de cima da janela e cair bem no meio da banheira... faz a maior lambança, o banheiro fica alagado... às vezes até a mamãe reclama... mas a gente acha o máximo! E também, quando você pega um livrinho pra contar estorinha pra gente e fica fazendo palhaçada porque a gente nunca te deixa contar a estória até o final... Todas essas coisas são uma delícia, sabe, papai?
Mas também tem outras coisas que a gente gosta. Quando você pega a gente no colo e fica balançando de levinho até a gente dormir... quando a gente chora e você tenta acalmar a gente fazendo palhaçada e correndo pela casa... quando você fica conversando com a gente como se a gente já fosse gente grande, e dizendo que a gente já é moça, que tem que fazer assim ou assado, e a gente finge que não entende só pra não precisar obedecer... quando você deita com a gente na camona do quarto grande e fica fazendo carinho até a gente despencar de sono... quando você chega em casa do trabalho e vem logo dar um beijinho e pega a gente no colo sem nem mesmo sentar um pouquinho... quando você fica assistindo Cocoricó junto com a gente e cantando todas aquelas músicas que você diz que não aguenta mais ouvir mas sabe de cor e salteado... quando você vê a gente assistindo o bebê mais e reclama que aquele povo ensina tudo errado pra gente... e quando você simplesmente senta do nosso lado no sofá e passa os seus braços compridos pelas nossas costas, e aconchega as nossas cabecinhas na sua barriga... ah, esses são os melhores momentos, de todos!! Nessas horas, sabe, papai, a gente se sente tão protegida. Porque a gente tem esse cara tão legal, o nosso papaizão, pra proteger a gente, então a gente sabe que não precisa ter medo de nada nesse mundo. É nisso que a gente está pensando quando olha pra você e dá aquele sorrisinho maroto que você adora...
Papai, acho que a gente tá falando muito, né? Talvez você fique cansado de ler até aqui, afinal a gente nunca te deixa dormir depois das seis, porque a gente já levanta tagarelando e querendo brincar, então quando chegar à noite e você for ler isso aqui, já vai estar dormindo em pé...
Mas a gente ainda queria dizer uma coisinha: que não importa quanto tempo passe, nem o que aconteça. A gente vai ser sempre as suas princesinhas. A gente vai sempre querer abraçar você beeeem apertado pra dar boa-noite. A gente vai dar sempre risada das suas brincadeiras malucas. A gente vai sempre ter um beijinho pra te dar quando você chegar em casa.
Sabe por que, papai?
Porque a gente sabe que a gente tem muuuuuita sorte. De todos os papais que o cara que mora lá no céu podia ter escolhido pra gente, ele escolheu logo aquele que tem o maior coração de todos.
E é por isso que a gente te ama assim: do tamanho do infinito (que a mamãe disse que é grande à beça)!
Feliz dia dos papais, papai!!
Ah!! Desculpa o atraso, tá?? (a culpa é do bloguispóti...)

um beijo beeeem melado das suas pimentinhas,
Ana Luz e Estrela

8.8.06

filhas de peixe

Semana passada, fizemos o début das pimentinhas no teatro. Levamos as pequenas para assistir a primeira peça da vidinha delas. Afinal, pensávamos cá com nossos botões: filhas de atriz, com um ano e dois meses e nunca foram ao teatro?? Tsc, tsc... absurdo!
O 'resultado', digamos assim, foi engraçado e curioso. Elas não riram, não pularam nem bateram palminhas como na ida ao show e ao circo. Também não choraram, não estressaram. Ficaram assim... intrigadas. Sérias, solenes. Olhinhos compenetrados grudados no palco.
A peça terminou e elas saíram sem sequer um sorrisinho. E a gente, contente de ter iniciado as meninas no mundo do teatro sem choro, sem stress, sem irritação.
Da próxima vez, já decidimos: vai ser teatro de bonecos, que achamos que vai chamar mais a atenção.
De qualquer modo, já deu pra ver: filhas de peixe, podem até não ser peixinhas (por enquanto), mas se viram bem e não se afogam...

nós no teatro (máquina apoiada no palco, nós na fila do gargarejo...)