23.11.06

pequenas-futuras-cinéfilas??



Final de semana que passou, levamos as meninas à sua primeira sessão de cinema.
Bom, levamos, ou tentamos levar.
O filme escolhido foi "Carros", da Disney. Que queríamos um filme bem colorido, pra chamar a atenção, e esse sabíamos que era assim. E também porque já tínhamos ouvido falar bastante, e bem.
Pois bem, lá fomos nós, dois doidos varridos correndo pelas escadas do Shopping Santa Cruz (o único onde ainda estava passando o tal filme) para não perder o horário da sessão, com duas pimentas de um ano e meio a tiracolo.
Fila quilométrica (aliás, coisa mais cheia que é esse shopping, creeedo!), tudo bem, com bebês no colo passamos para o atendimento preferencial, que também tinha fila, mas era menor. Ingressos comprados, toca pra salinha equipados de assentos para criança, aguinha gelada e pacotão de pipoca (que cinema sem pipoca não é cinema, vamos combinar). ]
A sessão agradou. Bom, pelo menos essa foi a nossa primeira impressão. As meninas ficaram lá, de olhinhos vidrados na tela e se entupindo de pipoca. Coisa mais linda, aquelas mãozinhas gorduchas se enfiando no sacão e socando montes e montes de pipoca nas boquinhas piticas.
Tudo indo muito bem. Até que... passaram-se trinta minutos, a pipoca enjoou, a água já tinha sido devidamente tomada (e derramada), as imagens da telona já não chamavam tanta atenção (tinham deixado de ser novidade, afinal) e os assentos ficaram pequenos demais. E lá começaram as pimentinhas a saracotear pra lá e pra cá, querer levantar pra ver o que acontecia nas fileiras de trás, pular pra fora da cadeira pra dar uma explorada na escuridão da sala... enfim.
Resultado: saímos os quatro e fomos ver a decoração de natal - sem papo com papai noel, que nem tentamos porque sabíamos que elas iam estranhar.
Não vimos o filme todo - aliás, a verdade é que vimos só o começo - mas valeu a pena. Foi gostosa à beça essa meia hora vendo os olhinhos deslumbrados com as cores frenéticas da tela grande. Foi só meia hora, mas foi o maior barato.
Da próxima vez, tentamos bater o recorde: ficar na sala pelo menos quarenta minutos.
Quem sabe, né?