30.12.08

e que venha 2009!!!


Mais um ano acabando, e tantas coisas pra contar.
;;;
As pimentas estão cada vez mais incríveis. Tá, é coisa de mãe ficar repetindo isso, né? Ok.

Estão curtindo bem a irmazinha a caminho. Cada uma do seu jeito, engraçado ver como cada uma reagiu de modo diferente à chegada da nossa pimentinha número 3.

Estrelinha parece que às vezes vira neném de novo, quer colo e fala enrolado, está grudadíssima comigo como nunca. Não pode me perder de vista que já bate um desespero, quer mamãe pra tudo: se estamos num restaurante, ela tem que sentar do meu lado. Quando não quer mais comer sozinha, raramente aceita que alguém dê, a não ser eu. Pra trocar, escovar dente, a única concessão que ela faz é ao pai. Mesmo assim, no meio do caminho às vezes empaca e fica me chamando, só acalma quando vem comigo. Feito bebezinho, mesmo.

Ana Luz parece estar vivendo o processo contrário: deu uma crescida de repente, virou menininha de tudo, mocinha. Conversa com a gente de um jeito, argumentando e explicando com uma desenvoltura, que a gente nem acredita. Constrói as frases mais complicadas, arma estruturas que deixam a gente de boca aberta. E, como boa mocinha, está mais apaixonada por rosas, princesas e "feminilices" em geral do que nunca. Recentemente, pegou um pratinho de plástico entre os brinquedos de cozinha, e o negócio virou "a maquiagem" dela. Vira e mexe vai pra frente do espelho com o tal pratinho e diz que está "se arrumando". Parece ter incorporado de vez o papel de irmã mais velha.
;;;
Antes de saber o sexo, elas já tinham suas preferências: Ana Luz queria irmazinha, Estrela irmaozinho. Acho mesmo que a vontade de cada uma correspondia à personalidade. Estrela, mais moleca, Ana Luz mais menininha. Quando soubemos que é uma terceira pimentinha quem vem por aí, Estrelinha ficou meio decepcionada, mas rapidinho se acostumou. Já a Ana Luz, mais que depressa começou a inventar moda: "mamãe, quando a minha irmazinha nascer, e a gente for brincar de mamãe e filhinha, ela pode ser a filhinha, porque ela é pequenininha!!!". Feliz, como quem vai ganhar uma bonequinha pra brincar de casinha...

Têm brincado tanto juntas, e de um jeito tão gostoso. Criam mil fantasias entre si, e se distraem um tempão sem ninguém mais por perto. Às vezes, uma é a mamãe, outra é a filhinha. E toca a levar na escola, fazer papinha, dar banho, colocar pra dormir. A 'filhinha' chora, e a 'mamãe' corre pra dar de mamar (no peito, sim senhor!!). Outras vezes, são duas 'amigas'. É pra lá e pra cá a gente ouvindo aquelas vozinhas estridentes: "miiiga, vamo no parque??", "miiiga, vem na minha casa??", "miiiiga, eu fiz bolo de chubá, você quer??". Ainda tem outras opções: uma é dona da loja em que a outra vai comprar - desde frutas e legumes até carros e casas (tudo sempre cor-de-rosa, se me faz favor!!), uma é professora da escolinha, a outra é aluna, uma é garçonete do restaurante, a outra é cliente. Criatividade que não acaba mais.

Ganharam no natal um conjuntinho de instrumentos musicais, com direito a tambor, sanfona, maracas, violãozinho, pandeiro e otras cositas más. Quando se juntam, formam uma bandinha pra maestro nenhum botar defeito. E a cantoria que rola junto? É um espetáculo à parte. Inventam letras interessantíssimas, de deixar qualquer repentista experiente no chinelo.

Também têm se mostrado duas belas admiradoras da boa música. Além dos CDs infantis que rolam direto por aqui, de Palavra Cantada a Arca de Noé e Cantigas Tradicionais, que elas curtem à beça e cantam e dançam junto, agora deram pra curtir uma boa mpb, especialmente no carro. Já conhecem as letras e cantam junto, na maior animação. Vanessa da Mata e Moska parecem ser as preferências do momento - "Pensando em Você" e "Boa Sorte" são duas que as pequenas cantam do começo ao fim, uma fofura só. Das infantis, Naná é fã incondicional da musiquinha do Rato, enquanto a Teté prefere "Tá na Hora de Mamar" e a musiquinha do Aniversário, todas do Palavra Cantada. Outra que agrada é a do Pato, do Vinícius. E tem as clássicas, que canto pra elas desde a barriga, e hoje elas pedem, já conhecem a letra e cantam também, como Clareana, Gatinha Manhosa e Valsa para Uma Menininha (veja na barrinha aí do lado).

Continuam aficcionadas por estorinhas, mas recentemente descobriram os gibis. Os livrinhos ainda fazem sucesso, mas vira e mexe, quando está tudo muito tranquilo, a gente vai até a sala e encontra as duas sentadinhas, cada uma num canto do sofá, com uma revistinha aberta entre as pernas e a carinha concentrada, como se tentasse desvendar a estorinha por trás dos desenhos coloridos. E conseguem, viu? Dão asas à imaginação e inventam as tramas mais curiosas pros desenhos dos quadrinhos, que a gente escuta na surdina, quando uma inventa de contar pra outra, que fica do lado, grudadinha, na maior atenção. A Turma da Mônica é a top de linha por aqui.

Uma das brincadeiras preferidas das duas é pular na cama, que é de molas. Vão pulando e cantando, caem uma por cima da outra, se puxam, se empurram, se abraçam e rolam juntas, rindo aquele riso gostoso de quem vive o momento, e nada mais. Quando estamos eu e papai-pimentão então, a brincadeira ganha ares de aventura radical: elas vão andando por cima de nós, escalam pernas, barrigas e braços, e caem contentes ao final da travessia. Diversão garantida.

Todos os dias, no finalzinho da tarde, começa a 'perguntação': "mamãe, o papai vai demorar?", "cadê o papai?", "mamãe, eu quero o papai...". E só pára quando o tão esperado papai-pimentão finalmente gira a chave na fechadura, ao que elas imediatamente reagem com gritinhos extasiados e pulos de alegria. Uma mais que depressa puxa a outra pelo braço: "vem vê, o papai chegou!!". A partir daí, papai vira o universo das pequenas, que vão pedir pra ler estorinha, brincar disso e daquilo, montar castelos e prédios com os bloquinhos de montar. Se eu chamo pra dormir, suplicam, quase num muxoxo: "eu quero ficar com o papai...".

Nos parquinhos, se divertem cada vez mais. Já trepam sozinhas em tudo que é brinquedo, vira e mexe ainda pedem ajuda, ou às vezes só supervisão: "mamãe, você fica me olhando??". Mas já vão alto no balanço, adoram um trepa-trepa e um escorregador e, cada vez mais, vão superando seus limites e dificuldades e descobrindo que podem ir cada vez mais longe. Amam de paixão um tanquinho de areia, se sujam à vontade, fazem bolinho, cantam parabéns, é uma festa. Ainda ficam meio ressabiadas com crianças desconhecidas, demooooram pra se soltar - não sei a quem puxaram, aham - , mas imagino que ano que vem, entrando na escolinha, elas interajam mais e se soltem um tantinho.

Estão ansiosíssimas pra ir pra escolinha. Quase todo dia, perguntam: "mamãe, quanto tempo falta pra eu ir pra escolinha?", e toca a explicar que ainda falta um mês, e que um mês são trinta dias, e blá blá blá... acho que vão curtir bastante a experiência, e tenho a impressão que a adaptação vai ser mais pra mim do que pra elas, que já estou sofrendo por antecedência só de pensar em passar cinco horas diárias longe das minhas pimentas...

São meio "bichinhos do mato". Se chegam em um lugar cheio de gente, nem pense em pedir abraço, beijo ou mesmo um olá mais animado. Elas ficam ariscas feito animaizinhos selvagens, se enroscam na minha perna e só saem de lá com o tempo. Pra chegar nelas, tem que respeitar o timing. Ir aos poucos, com leveza, sem afobação. Passinho por passinho, elas vão se soltando. Mas demora. É o tempo delas.

Amam brincar com água. Fazem uma bagunça danada. Se chegamos perto da piscina do prédio "só para molhar os pezinhos", que esperança! Em menos de cinco minutos estão encharcadas da cabeça aos pés, os cachinhos despencando pelo rosto, emoldurando o sorriso mais delicioso do mundo. Mal posso esperar para ver as farras que farão na casa nova, com um quintalzinho à disposição para brincar de mangueira, montar piscininha, dar banho em todos os brinquedos e fazer zona à vontade.

Também não aguentam mais a espera pela mudança. Não raro, viram pra gente e reclamam: "tá demorando pra nossa casinha nova ficar pronta...". Eu assino embaixo, viu, meninas? Mas quando vamos lá fazer uma vistoria em como a coisa anda caminhando, elas arregalam os olhinhos de jaboticaba e exclamam cheias de felicidade: "mamãe, a nossa casinha nova tá ficando liiiinda!!!".

Continuam comendo feito duas pequenas draguinhas. Ana Luz anda apaixonada por uva, melão, banana e maçã. Estrela, por melancia, manga, pêra e suco de laranja. Aliás, Teté é tarada por suco, capaz de tomar um copo de 250 ml de uma golada só, impressionante. Naná gosta mesmo é de água. Quando chega a hora da comida salgada, Ana Luz ataca o macarrão com molho de calabreza feito pelo papai-pimentão com uma gulodice impressionante. Também adora purê de batata, palmito, escarola, arroz com feijão e ovo mexido. Estrela não dispensa uma boa salada de chuchu, que come na mão, sem tempero nem nada. Também é doida por brócolis, repolho, feijão branco e peixe grelhado. Troca tudo por uma boa sopa de feijão com macarrão. As comidas que agradam as duas igualmente: salada de alface, tomate e pepino, beterraba, quiabo, vagem, milho cozido na espiga e cogumelos - especialmente shitake e shimeji. Ultimamente, descobriram a comida japonesa - para orgulho da pimenta-mãe! - e devoram tudo, sushis, sashimis, uramakis, gohan e o que mais vier.

Não usam mais fraldas, nem em casa, nem pra sair. A de casa, tiramos com 2 anos e 8 meses. A pra sair, três meses depois. Foi um processo tranquilo demais, sem stress, conduzido com muita naturalidade. Bem mais fácil do que eu esperava, confesso. A da noite, tiraremos quando for a hora, não temos pressa. No varal aqui de casa, sobram calcinhas cor-de-rosa, pra todos os lados.

Têm crescido tão, mas tão rápido. Mal acredito que já já, em menos de seis meses, vão estar completando 4 aninhos de vida. Parece mentira. Parece que foi ontem que eu as recebia pela primeira vez em meus braços, entre lágrimas de emoção e sorrisos de êxtase, e cantava baixinho para acalmá-las as canções que elas já conheciam desde a minha barriga.

Mais um ano vai, mais um outro vem. Que em 2009, minhas pimentas continuem crescendo, aprendendo, descobrindo, desvendando. Que seja um ano cheio de sorrisos, olhinhos brilhantes, gargalhadas sinceras, abraços apertados e beijinhos melados.

Que em 2009, ano em que a família-pimenta aumentará com a chegada da nossa pequena Chiara, sejamos felizes, muito felizes, e tenhamos a oportunidade de caminhar, rir, chorar, crescer e aprender, sempre juntos.

Se eu tiver isso, não preciso de mais nada.

11.12.08

linha dura


Dia desses, as meninas no quarto, vou até a cozinha pegar uma garrafa de água. Ana Luz me pede alguma coisa de lá (já não me lembro mais o que era), e eu esqueço de trazer. Na volta, vem a cobrança:

- Mamãe, você trouxe o meu xxx?
- Ihhh filha, a mamãe esqueceu...
- Ahh, puxa vida, mamãe!!!
- Puxa, filha, você me desculpa?
- Desculpo.
- Então tão bom!
- Mas é só dessa vez que eu desculpo, hein???

Com essa minha pimenta, melhor andar na linha, senão...

sovinice

///
Estrelinha vem da sala com um chocalho imenso na mão (brinquedo delas, da época de bebês), vira pra mim e pergunta:

- quanto é esse pirulito, moça?

Entro na brincadeira:

- é dois reais!!!

A pequena franze a testa, olha pra mim com carinha desconfiada e dispara:

- tá muuuuuuito caro, num vô compá não!!!

:-)

9.12.08

jingle bell


(obs: escrevi semana passada, na quarta-feira, mas na correria só hoje deu pra publicar...)
///
Ontem no final da tarde, levamos as meninas para ver as decorações de Natal da Av. Paulista. Esse ano a coisa tá bacana, porque acho que pela primeira vez na vidinha delas elas entendem melhor a magia, curtem a idéia do papai noel, esperam pela noite de natal, aquela expectativa toda.

A decoração preferida foi, de longe, a do Banco Real. Toda uma vila com várias casinhas de Papai Noel, cada uma representando as tradições de um país para essa época do ano. Lindo, super bem feito, cuidadoso, muito legal mesmo.

Depois passamos pela decoração do Bradesco, onde estava rolando uma apresentação de coral com músicas natalinas. Ana Luz amou, ficava repetindo fascinada no colo do papai-pimentão: "que lindo! que legal!!". Estrelinha estranhou um pouco a muvuca na calçada, mas na última música começou a curtir e a sacudir o corpinho... pena que a maioria das músicas escolhidas era em inglês. Do pedaço da apresentação que ouvimos, em português só rolou mesmo o básico: 'Noite Feliz' na cabeça, pra encerrar o evento!! Queria entender que mania é essa de desvalorizar a cultura nacional e importar tudo dos gringos, até mesmo as canções natalinas... afe.

A última decoração da noite foi a do Bank Boston. A do ano passado estava bacaníssima, com bonecões animados que faziam toda uma "encenação" de quinze em quinze minutos, se não me engano. Esse ano, a coisa está mais simples e menos chamosa: um papai noel solitário e uma apresentaçãozinha em vídeo bem meia-boca...

De qualquer forma, pras meninas a magia foi um prato cheio! A cada novo cenário, os olhinhos brilhavam, as boquinhas se entreabriam e a chuva de perguntas começava: "mamãe, quem é esse??", "papai, o que o papai noel tá fazendo?", "mamãe, ele tá falando com quem??", "papai, o que ele tá cantando??", "mamãe, pra quem são esses presentes?", e por aí vai... maior barato!!

Ainda tenho esperanças que a gente mude pra casa nova a tempo de enfeitar tudo pro natal, montar arvorezinha e fazer uma manhã de natal de pacote completo - com direito a fatia de panetone mordida pelo papai noel na calada da noite!! :-)

Acho que elas vão curtir pra burro... e reviver essa magia toda da nossa própria infância fantasiando com os nossos filhotes é gostoso demais!


Update: dois dias depois, levamos as pimentas ao Shopping Bourbon Pompéia, onde foi montado um espaço todo temático, um 'pólo norte em miniatura', com direito a riozinho congelado com pinguins, focas, ursos polares e esquimós no iglu, fábrica de brinquedos com duende trabalhando o tempo todo, trenó natalino com renas puxando e lotado de presentes e, pra finalizar, como não podia deixar de ser, a casinha do papai noel, com o 'bom velhinho' em carne e osso, sorrindo, tirando fotos e ouvindo os pedidos das crianças. Bem legal, recomendado!!