18.4.07

pimentas da roça


Nesse final de semana, a coisa foi mais light (quem leu o post anterior vai entender do que estou falando). Beeem mais a cara dessa humilde pimenta-mãe que vos fala. Embora eu seja uma urbanóide até o dedão do pé, se é que me entendem.
Levamos as meninas à fazendinha Estação Natureza. Um espaço muito bacana, um oásis em plena selva de pedra - o espaço fica encravado bem no meio do Campo Belo, entre a Av. Washington Luís e a Cupecê. A idéia é proporcionar às crianças da cidade um contato téte-a-téte com bichos que, de outra forma, elas só veriam mesmo nos livros, na TV ou no zoológico.
As meninas adoraram, se divertiram pra valer. Escovaram os cavalos, deram cenoura para os coelhinhos e para os porquinhos-da-índia, gritaram na orelha dos porcos, perseguiram patos e galinhas desavisados, alimentaram cabras, bodes e ovelhas, tiraram até leite da vaca. Sim, as fotos não me deixam mentir.
No trajeto de volta até o shopping mais próximo, para um pit stop básico para o almoço, as duas capotaram. Fazia tempo que eu não as via pegar no sono tão rápido. E o prato que devoraram em seguida não deixou dúvidas: suas energias de pimentinhas-mega-apimentadas haviam sido, sim, devidamente exauridas.
Pra quem quiser um passeio diferente, eu recomendo. O preço não é lá dos mais simpáticos (ainda bem que estamos aproveitando para fazer todos esses passeios com as pimentas agora, enquanto elas não têm dois anos completos e, portanto, não pagam ingresso), mas pela satisfação dos pequenos, acho que vale a pena.
Pra nós, valeu.

9.4.07

visita ao 'Mundo da Xuxa'


Antes que você, querido leitor do 'dedinho de moças', pare tudo após ler esse título e vá tomar um copo de água com açúcar, perguntando-se entre um gole e outro se enlouqueceu, está precisando urgentemente de óculos, de algumas horas de sono ou mesmo de um tratamento intensivo com o psiquiatra mais próximo, não, você não entendeu errado: o título desse post diz exatamente o que quer dizer - mas não espalhe, ou minha fama de mãe-alternativa-bicho-grilo-intelectualizada-estilo-palavra-cantada-e-escola-waldorf vai por água abaixo antes que se possa dizer 'meu cãozinho xuxo'.
Isso posto, vamos aos fatos: levamos, sim, as meninas a esse 'antro' desse famigerado ícone da infância dos anos 80 (sim, eu vi muito 'Xou da Xuxa', embora se interrogada a respeito negue até sob tortura - são as agruras de ter sido criança em uma época de seletividade duvidosa). E o que é pior: elas a-ma-ram.
Aconteceu da seguinte forma: estávamos nós aqui, num sábado de meio de feriado, véspera de domingo de páscoa, com duas pimentinhas cheias de energia, prestes a derrubar o apartamento. Sim, era preciso fazer alguma coisa. Uma atitude fazia-se necessária.
Lá vem então a pimenta-mãe debruçar-se avidamente sobre o computador à procura de uma atividade que pudesse entreter suas doces pimentas por um período um pouco - ó, pelo menos um pouco - maior do que cinco minutos. E eis que surge, entre pesquisas no google, comunidades no orkut e mensagens antigas de listas de discussão, a revelação, triste porém inevitável: dentre todos os parques temáticos disponíveis na paulicéia desvairada, o tal 'Mundo da Xuxa' era o único que dispunha de inúmeras atrações adequadas aos pequeninos bem pequeninos - leia-se menores de dois anos, caso das nossas pimentas. Lágrimas derramadas, valores devidamente varridos para baixo do tapete, preconceitos engolidos goela abaixo e lá vamos nós, família-pimenta animadíssima rumo ao SPMarket, shopping do outro lado da cidade que abriga a famigerada atração.
Sem mais rodeios: passamos horas e horas, as meninas curtiram à beça, andaram de trenzinho, de carrossel, de peixe voador. Rodopiaram nas xícaras, encharcaram-se no tal 'bosque dos duendes', visitaram a 'fábrica de chocolates'. Até a casa da Xuxinha, devo confessar, curtiram. Tenho fotos para provar, infelizmente.
Ao final do sábado, com duas pimentinhas extenuadas em sono profundo no banco de trás no carro, apenas uma coisa consolava essa pimenta-mãe que vos fala: elas são muito pequenas (ainda bem, porque se não fossem teriam pago um ingresso que nos levaria à falência sem choro nem vela) para entender do que se tratava, o que significa que esse singelo sábado de abril de 2007 não será - graças, ó, graças - determinante para a futura formação cultural das moçoilas.
Ufa! Ainda há esperanças, afinal.