26.9.06

correndo atrás (e na frente, e dos lados...)



É mesmo um barato dos grandes essa coisa toda de ver um filho crescer.
Quando nasce, você olha para aquele embrulhinho pequenino, tão frágil, tão absolutamente dependente. Dá um medo danado. De não saber cuidar, de deixar cair, de quebrar. É, a gente pensa essas coisas. Por mais desencanado que seja, e olha que mais desencanada que eu estou pra conhecer.
Aí você fica toda ansiosa, querendo ver logo o seu pacotinho crescer. Quer ver sentar, comer, depois engatinhar, andar. Vibra com cada um desses passinhos, tão pequenos e tão grandes.
E fica lá, crente que quando a criança começar a andar você vai ficar tranquila, livre para tirar uns momentos só pra você.
Vã esperança. Quando eles começam a andar, aí é que você não pára mais. É o dia todo correndo atrás, não deixando mexer aqui e ali, acudindo quando cai, levando susto com as coisas que eles descobrem - onde era mesmo que eu tinha deixado essa escova de cabelo??
Cansa. Ah, como cansa.
Mas é bom demais. É o melhor cansaço do mundo. É a maratona mais prazerosa que eu conheço. E o melhor é que, no fim da linha, não há vencidos.
Nessa corrida, saímos todos vencedores.
E felizes. Muito, muito felizes.

6.9.06

pelos cotovelinhos



Coisa divertida e interessante é assistir os papos das pimentinhas. São duas tagarelas, as nossas pequenas. Não ficam quietas pra comer, pra tomar banho, pra ver dvd, pra peregrinar pela casa, nada. Falam o tempo todo. Silêncio é moeda rara aqui em casa, hoje em dia.
Eu não reclamo, não. Que é a coisa mais deliciosa ir andando pela casa e ouvindo aqueles sonzinhos doces atrás da gente. Dá uma vontade imensa de largar todo o resto pra depois, sentar no chão e ficar com elas, só papeando, papeando, papeando. Até dar 'calos nas cordas vocais', como dizia uma vizinha minha de muuuuito tempo atrás.
Mais o grande barato é quando elas começam a conversar entre si. Uma puxa o 'assunto', a outra emenda. Uma fala, a outra ri. A primeira acha engraçado e gargalha. Daí pra frente, é uma diversão só.
Eu curto, fico corujando e acho lindo. E sei que, de alguma forma, elas estão se entendendo. Que os pequeninos são mesmo muito mais sábios que a gente, e vêem e sabem muito além.
Muito, muito além.