26.3.08

cochichos



Ana Luz chega perto falando baixinho, quase sussurrando:

- Mamãe!
- Oi!
- Eu vou te contá um segêdo, tá bom?
- Tá bom.
- Mas num podi contá pá ninguém, tá bom?
- Tá bom.
- Só pru papai e pá Têla, tá bom?
- Tá bom.
- Pá mais ninguém. Pométe?
- Prometo.
- Você é uma coisa muito linda!

Close na cara de pastel amassado, doida de vontade de cair no choro...
=P

modéstia a parte



Teté pede alguma coisa gritando.

Eu: Filha, não grita não. Gritar é feio.
Teté: Eu não sou feia! Eu sou linda demais do mundo!!

Check-list: auto estima, ok!

=D

22.3.08

confusão



Sabe como é mãe de gêmeas, né? Loucura geral e irrestrita.
Dia desses, me confundi. Fui tirar a camiseta da Teté e a chamei de Naná. A pequena logo corrigiu:

- Mamãe, eu sou a Teté!

Lá da sala, veio mais que depressa a dona do nome cobrar a correção:

- Eu é que sou a Naná, mamãe!

E eu, para evitar maiores transtornos:

- É verdade, a mamãe se confundiu...

Silêncio. Daqui a pouco, Naná solta:

- Mamãe, você é meio maluca!

É esse o pagamento que a gente recebe depois de tanta dedicação materna...
=P

13.3.08

babação



Minha primeira experiência de rejeição filial:

eu: Filha, me dá um beijo?
Teté: Agora não, mamãe, você tá muito babada!

Isso vai me custar anos de terapia... =P

pimenta no divã

Naná em crise de identidade:

- Mamãe...
- Oi, filha.
- A Teté é mais parecida comigo do que eu!
Freud explica?

10.3.08

quites



Uma coisa curiosa em relação às meninas é que uma quer fazer tudo o que a outra faz. Igualzinho, até mesmo as coisas ruins. Se uma engasga, por exemplo, é questão de segundos para a outra estar tossindo afoitamente, querendo engasgar também.

Dia desses, as duas tomando suco de laranja com pedrinha de gelo.

Naná: - Mamãe, lá no fundo tem uma semente!
Tirei a semente.
Teté: - Mamãe, lá no fundo tem um... tem um... gelo!!

=D