29.8.13

Da vida e da morte


Ana Luz vem sondando sobre a vida e a morte, depois do falecimento do bisvovô Lelé. Quer saber se só se morre quando já está velhinho, ou se dá para morrer jovem, criança, bebê. Explico tudo sem rodeios, na medida do possível e tanto quanto acho que o entendimento dela pode alcançar:

- Se tem uma coisa que a gente não tem como saber nessa vida, filha, é quando a gente vai morrer.

A pequena, narizinho empinado, questiona:

- Tem sim, mamãe!!

Intrigada, quero saber:

- É? E como?

E a pequenina, toda cheia de razão:

- Ué! Você paga pra moça da bola de cristal, e ela fala pra você!!

Ah, a simplicidade das soluções infantis para os impasses da vida...

:-)

27.8.13

As 'preparadas'





Eu com as meninas, brincando na pracinha. As três no gira-gira. A cada movimento, eu aviso:


- A roda vai girar, se prepara! Se prepara!

Numa das vezes, esqueço de avisar. Chiara, mais do que depressa, chia:

- Péra mamãe!! Eu não tô 'se preparada'!!

=P


26.8.13

Amor de filha


Manhã de férias escolares, papai-pimentão no trabalho, e a mochila dele esquecida em uma cadeira da sala.

Estrela, toda dengosa, abraça a  mochila:

- Hummm... que gostoso esse cheirinho de papai!!

É para derreter os corações mais gelados ou não é?

:-)


21.8.13

i-não-pode


- Mamãe, posso ouvir música no seu iPod?

- Agora não, filha.

- Mas mamãe!! O nome dele é 'i-'podi', então pode!!

=D

14.8.13

Pérolas de uma noite de jogatina


Pimentas jogando 'twister' antes de dormir. Depois de várias rodadas, Chiara cai de bunda no chão, entregando o jogo para Ana Luz, que suspira aliviada:

- Ainda bem! Eu já 'tava' ficando com dor muscular...

Outra hora, Ana Luz e Estrela enroscadas nas posições mais inusitadas, Estrela, num muxoxo:

- Ai, Jesus, Santa Catarina, me acode!!!

Dali a pouco, Chiara apela, mais enrolada que contorcionista de circo:

- Mamãããe! Eu vou 'se despedaçar' toda!

;-)

9.8.13

Fome come


Chiara, já se sabe, não vai à escola. Quem sabe no ano que vem. Enquanto isso, a pequenina é minha companheirona para cima e para baixo, e faz tudo comigo.

Mais ou menos uma vez por semana, vamos a um sacolão, comprar frutas frescas. E a pequenina faz o terror dos administradores do lugar, degusta tudo o que tem pra degustar, ainda pede mais alguma coisa e já sai de lá lanchada.

O cardápio da bichinha, na tarde de hoje, incluiu mixirica, banana, ameixa, suco de melancia, tomatinhos doces. E sachezinhos de mel de sobremesa.

Como diria meu avô: sai mais barato sustentar um burro a pão-de-ló!

o.O

7.8.13

Escorregadelas da maternidade, ou: o tiro que saiu pela culatra


Num rompante confessional do qual muito me envergonho, começo contando para vocês que venho incutindo em minhas inocentes filhotas um hábito nefasto: algumas vezes, no carro, desligamos o som e vamos cantando, nós quatro, em coro.

Nefasto por que?, vocês me perguntam. Cantar em família não é ilegal, nem imoral, nem engorda. Bem, o problema é o repertório. Shame on me por ele, mil vezes. Vou cumprir penitência até o fim da vida, já sei.

Fato é que eu, muito irresponsavelmente, permiti-me em um (ok, um não, vários) momento de desatino dividir com minhas pequenas alguns pecadilhos descabidos da minha infância. Vai daí que a playlist destas ocasiões inclui Menudos (poizé) e (argh mil vezes) Xuxa. Das antigas, mas ainda assim, Xuxa. Ela mesma. 

Então, julguem-me. Eu mereço.

Resultado prático disso é que as duas mais velhas andaram cantarolando 'Lua de Cristal' por aí e ouviram de outras crianças - igualmente traumatizadas por pais irresponsáveis pelo lixo musical dos anos 80 - a triste revelação: pois é, além de música, a Xuxa fazia filme. A falta de noção da década perdida não teve limites, isso nem se discute.

Resumido o caso, eis o dilema: apresento às minhas inocentes filhotas o clássico trash mór da minha pré-adolescência, 'Super Xuxa contra o baixo astral'? A pergunta que não quer calar.

Façam suas apostas.