19.1.07

um é pouco, dois é muito, muito bom



As pimentas completam hoje um mês e oito meses de vida. E cresceram demais, de uns tempos pra cá. Parece que quanto mais crescem, mais rápido passa o tempo. Coisa maluca.
Tem sido um barato ver elas interagindo entre si, cada vez mais. Descobrindo a relação uma com a outra, coisa que só pais (e mães) de gêmeos têm o privilégio de ver, pelo menos dessa forma.
Ana Luz quer que a irmã participando de tudo. Se vai comer alguma coisa, chama a irmã. Se vai ler um livrinho, que a irmã do lado, e participando, não basta estar quieta. Tem que cantar junto, dizer os nomes dos bichinhos, apontar, enfim. Tem que ralar também. Se alguém dá um bichinho ou brinquedo pra ela, ela logo aponta: Teté! Nada de deixar a irmã a ver navios.
Estrela gosta de defender a irmã. Dia desses, entramos no elevador junto com uma vizinha que levava o cachorro pra passear. Estrelinha, que é mais cautelosa quando se trata de proximidade com animais domésticos (rs), ficou na dela, encostada na quina do elevador. Mas foi só o cachorro se aproximar da Ana Luz (pra cheirar e brincar, o cachorro era mansinho) que Teté avançou e mais do que depressa puxou a irmã pra junto dela. Quer coisa mais gostosa? E vira e mexe, se a Naná chora porque quer um brinquedo ou alguma coisa que não consegue pegar, ela vai lá, trepa e fuça, pega e leva pra irmã.
E conversam. Batem papo o tempo todo. E se entendem, melhor do que ninguém. Pedem coisas uma à outra, trocam brinquedos, discutem, riem juntas. É a coisa mais linda de se ver.
E de manhã, é o maior barato: uma nunca fica dormindo por muito tempo depois que a outra acorda. Ouve a vozinha da irmã chamando (Nanáááá! Tetééééé!) e já quer logo levantar para bagunçar e viver o dia.
Eu fico olhando, e muito feliz da minha vida de saber que elas terão sempre uma à outra. Que vão brincar muito, brigar muito, chorar e rir juntas, dividir a vida. Que irmão é a coisa mais gostosa desse mundo, até mesmo quando a gente briga.
É engraçado. Hoje, eu não consigo imaginar as coisas sendo diferentes. Não me imagino tendo um filho de cada vez. Vem até um desejozinho, meio inconfessável, lá do fundo, de que se eu engravidar de novo, sejam gêmeos outra vez.
Coisa de doido. Será que tem cura?

15.1.07

pimentas na baixada santista



Esse final de semana, passamos com as meninas em Santos.
Primeira vez que as pimentas foram pra praia já andando, donas do seu mundinho.
E curtiram à beça. Fizeram castelinho de areia, túnel com riozinho de água do mar passando por baixo, bolinho de areia - com direito a forminha de dois aninhos - e tudo o mais que tinham direito. Foram até a beirinha do mar - mas entrar, ainda não foi dessa vez. Na última hora pediram colo. Tudo bem. Já dizia o título daquele livro - que eu nunca li, sei lá se é bom ou se vale a pena - 'não apresse o rio, ele corre sozinho'. Pois bem. Quando quiserem encarar umas ondinhas, elas vão. Tudo bem.
Aproveitando a visita à cidade, demos um pulo no orquidário. As pimentas ficaram doidas com os bichinhos. Deram pãozinho pros peixes e patos, fizeram carinho no casco da tartaruga (Ana Luz, que Estrela é mais cautelosa pra essas coisas), bateram papo com as araras, deram risadas dos macacos e correram atrás das cotias - não pegaram nenhuma, pra tristeza geral.
Essas meninas estão crescendo, viu? Cada dia aprendem mais, conseguem mais, conquistam mais.
E a gente aqui, cada dia babando mais.
Ô, coisa boa.