20.2.12
Cada um com o seu cada um
Eu no carro, com as filhotas. No banco de trás, o diálogo:
Ana Luz: Olha, Teté, duas meninas namorando!
Estrela: Ué, pode! O que é que tem?
Ana Luz (buscando confirmação): Mamãe, menina pode beijar menina?
eu: Pode, filha. Cada um pode namorar com quem quiser, seja menino, seja menina...
Estrela: É, Naná... porque o coração gosta de quem ele gosta... cada um pode gostar de quem quiser e ninguém tem nada com isso!
Tão pequenina, e podia dar aula de respeito à diversidade para muito marmanjo por aí...
;-)
13.2.12
Das fábulas
Na nossa temporada "na roça", nas últimas férias, uma bela manhã fomos surpreendidos por um bichão enorme e feioso, todo espaçoso lá no teto do banheiro. Eu achei que fosse alguma espécie "roots" de barata (eca!) - intuição que se confirmaria mais tarde -, mas disseram para nós que era uma cigarra. Quando tentamos afugentá-la, a danada se enfiou pelas frestas do teto, e de lá não saiu mais. Tentei acalmar Ana Luz, para que ela tomasse seu banho sossegada:
- A cigarra foi dormir, filha.
Na hora do banho da noite, a bichinha quis saber:
- Mamãe, a cigarra tá dormindo até agora???
- Deve estar, filha.
E a pequena, puxando pela memória as fábulas contadas antes de dormir:
- Puxa! A historinha estava certa, essa cigarra é preguiçosa mesmo...
;-)
10.2.12
Superpoderes
Estrela e Ana Luz brincando no quarto. Estrela vem de lá, correndo:
- Mamãe, mamãe!! Orgânico tem veneno??
- Não, filha, tudo o que é orgânico é cultivado sem veneno.
- Eu tenho veneno??
- Não, filha, você não tem veneno...
E a pequena, espevitada feito ela só, voltando correndo para o quarto:
- Naná, Naná!!! Eu já sei qual super heroína eu vou ser... eu sou a 'menina-orgânica'!!!
=D
9.2.12
Das escatologias
Ana Luz e Estrela brincando no quarto. Ana Luz, escatológica:
- Eu soltei um pum!
Estrela, desgostosa:
- Ah, Naná... agora vai ficar tudo fedido!!!
Ana Luz, conciliadora (e natureba):
- Não tem problema, Teté... o meu pum é orgânico e integral!!!
=D
7.2.12
Das garantias
Em casa, vou subir as escadas. Chiara vem junto, toda competitiva:
- Segá pimêlo ganhá, tá? *
- Tá bom, filha, quem chegar primeiro ganha.
E a bichinha, muito negociadora (not):
- Eu sêgo pimêlo, tá? **
(em chiarês: *'quem chegar primeiro ganha, tá?', ** 'eu chego primeiro, tá?')
;-)
6.2.12
Como deve ser
Manhã em casa. Ana Luz e Estrela brincando com Tulipa. Ana Luz joga uma bolinha, atrás da qual Tulipa corre rápida como um raio, para logo em seguida voltar com a dita cuja na boca, toda contente - coisa que nunca tinha feito até então.
Estrela, empolgadíssima com a nova habilidade da pequenina:
- Olha, Naná, olha!! Ela faz como um cachorro de verdade!!!
=D
3.2.12
Urbanóide
Família-pimenta voltando para a paulicéia desvairada, depois de 20 dias passados na tranquilidade do ‘interiorrr’, pisando no mato e na terra, ouvindo os passarinhos e aquela coisa toda.
Chegamos pela Castelo Branco, caímos na Marginal Pinheiros. Ana Luz, urbanoide até a raiz dos cabelos (puxou a mamãe!):
- Olha, olha, Teté!!! É a nossa cidade!!! Os prédios!!! Ai, que alívio...
=P
2.2.12
Mini geek
Quando comprei um celular de screentouch, Chiara aprendeu rapidinho a utilizá-lo, sem ninguém ensinar (obviamente, que ninguém por aqui é doido o suficiente para achar que criança de dois anos pode usar celular, computador, joguinhos e afins, né?). A bichinha pega o aparelho escondida, vai com o dedinho, certeira, e se vira que é uma beleza.
Mas ficou mal acostumada. Dia desses, eu no sofá, trabalhando com o netbook no colo. A pequenina chega sorrateira do meu lado, e sem dizer nada, vai com o dedinho em todos os ícones da tela, tentando 'clicar e arrastar'. Ainda olha para mim com uma carinha intrigada, quando nada acontece.
Miss Geek do ano ou o quê?
31.1.12
Das obviedades
Estrela no banho. Eu num esforço titânico (e infrutífero) para desembaraçar seus longos cabelos encaracolados:
- Teté... eu não sei como é que você consegue bagunçar tanto o seu cabelo!!
E a pequena, com uma indescritível cara de enfado pela necessidade de apontar o óbvio:
- Brincando, ué!
Tá certa ou tá errada?
;-)
30.1.12
Dos pudores
Dia desses, saí para caminhar com as meninas. Elas estavam vestidas com blusa de manga comprida, porque o dia tinha amanhecido frio. Enquanto caminhávamos, o tempo virou de tal forma que elas quiseram tirar a blusa, cheias de calor.
Estávamos caminhando já há algum tempo com as três sem camiseta, quando Ana Luz vê alguma coisa sob uma árvore. Corre para pegar, e volta segurando uma enorme folha, bem no meio do peito. Explica:
- É para ninguém ver os meus seios! Eu não quero fazer "topi léquis"!
=D
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