29.5.08

baião de dois


Pérolas de Estrelinha no restaurante japonês onde fomos comemorar o dia das mães (é, já faz um tempinho):

Vem o garçom trazendo o meu pedido, hossomaki, uramaki, hotroll, sushi, sashimi, temaki pra todo lado. Teté:

- Mamãe, e o que vai ter de comida??

Pouco depois, chega o prato do pai (peixe grelhado com arroz japonês). A pimenta já arregala o olho e cresce pra cima do potinho de arroz. Mas ainda arrisca:

- Feijão não tem, né?

:-)

quase uma pré-adolescente...


Preciso reconhecer: minha pimenta primogênita é mesmo um poço de vaidade, não tem jeito.

No começo dessa semana, Ana Luz levou um tombo feio e ralou toda a lateral do olho, próximo à sobrancelha. Ficou um vermelhão, tudo arranhado, roxo em volta, enfim, o estrago foi grande.

Sabe qual foi a primeira preocupação da pequena?

- Puxa vida, logo agora que tem a minha festa!!!

...

24.5.08

argumentando


Dia desses, nós três no supermercado (eu, Naná e Teté), Ana Luz encontra abandonado entre os corredores um daqueles carrinhos que têm um carro embaixo, para crianças. Foi rápida:

- Mamãe, posso entrar?
- Filha, a mamãe tá com pressa...
- Só um pouquinho!
- Então entra rapidinho e pronto, a mamãe já está indo...
- Mas mamãe!!
- Oi, filha.
- Eu não sou sua filha?
- Claro que você é minha filha!
- Então você tem que me esperar...

Poder de argumentação a pequena já tem de sobra...

reconhecimento


Eu com as pimentas no carro, passamos em frente a um buffet infantil de nome Star alguma coisa. O símbolo, claro, uma grande estrela sorridente.

Teté toda alvoroçada, aponta logo:

- Olha, mamãe, olha!!
- O quê, filha?
- Sou eu!!!

:-)

19.5.08

3 anos!!!


hoje eu sinto que cresci bastante
hoje eu sinto que estou muito grande
sinto mesmo que sou um gigante
do tamanho de um elefante

é que hoje é meu aniversário
e quando chega o meu aniversário
eu me sinto bem maior, bem maior, bem maior
bem maior do que eu era antes
*

É, três anos. Caramba, como voa.
3 anos que esses pedacinhos de gente dão sentido às nossas vidas.
Com 3 anos, já são duas menininhas. Crescidas pra burro, já não têm mais nada de bebês.

Querem fazer tudo sozinhas: banho, comida, vestir. Escolhem tudo, do desenho pra ver à roupa pra vestir. Adoram rosa, contrariando a mãe que de-tes-ta a cor. Bom, detestava, agora de tanto ouvir falar em tudo rosa já estou até acostumando.

Comem feito gente grande, e de tudo. Ana luz ama arroz com feijão, carne, macarrão, adora vagem, beterraba, uva, banana e ameixa. Estrela tem loucura por vagem, chuchu, farofa, beterraba, brócolis, melancia, banana, manga e suco de laranja.

São perguntadeiras que só elas. Querem saber de tudo, entender de tudo. Não deixam passar conversa despercebida, sempre querendo saber do que se trata. Tem que tomar um cuidado danado com o que se fala perto delas, ô se tem.

Estão na fase da paixão pelo pai. Chega sábado, dia que o paizão não vai trabalhar, grudam nele que nem se tivesse cola. É papai isso, papai aquilo. Se eu chego perto, são capazes de expulsar sem a mínima cerimônia: “mamãe, vai dormir! Hoje é dia do papai!!”.

Não comem balas nem pirulitos, nem sabem o que são. Não tomam refrigerante, adoram suco e são taradas por água – puxaram a mim. Amam brigadeiro e bolo de chocolate – sim, culpada mais uma vez.

Adoram praia. Fazem uma farra danada com os brinquedinhos na areia, curtem sentir as ondinhas do mar, já não têm mais medo. Acham o maior barato sair correndo atrás de pomba.

Têm descoberto os desenhos. Assistem em DVD, pra evitar esses desenhos politicamente corretos estilo Discovery Kids. Os preferidos são Alice no País das Maravilhas, Os Três Mosqueteiros (Mickey), Madagascar, Monstros S.A. e A Tartaruga Manuelita.

São viciadas em livrinhos. Vira e mexe, se a casa está muito silenciosa, é batata: é só dar uma olhada que estão as duas na sala, uma na poltrona, outra no sofá, cada uma folheando concentrada o seu livrinho do momento. E é chegar um adulto por perto, que elas não perdoam: estendem logo o livro ou a revistinha pedindo ‘lê!’. Difícil de escapar.

Falam de tudo, e o tempo todo. Silêncio é coisa rara aqui em casa. Engrenam nuns papos uma com a outra que a gente nem acredita, quase vira discussão filosófica. Constroem as frases direitinho, usando as palavras mais comuns na nossa boca, de um jeito tão fofo que dá vontade de engarrafar pra não esquecer como é.

Adoram ouvir estória. Pedem a toda hora: no banho, na hora de comer, na hora de vestir, na hora de não fazer nada. Já têm suas preferências: Naná gosta especialmente da Cinderela, da Rapunzel e dos Três Porquinhos. Teté prefere Cachinhos Dourados, Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho. Já sabem todos os detalhes da estória, e corrigem mais do que depressa quando a gente se confunde e acaba contando de outro jeito.

Brigam de vez em quando. Disputam brinquedos, uma quer o que está com a outra, essas coisas normais de irmão. Mas têm um carinho uma pela outra que é a coisa mais linda de se ver. Se ajudam, colaboram, preocupam-se uma com a outra, defendem-se. É uma ligação tão doce que me deixa com um nó imenso na garganta. De felicidade.

Fazem tantas coisinhas pequenas e maravilhosas a cada dia, aprendem tanto, descobrem tanto, trazem tantas surpresas que se eu fosse tentar falar de tudo, ficaria aqui até o aniversário de 4 anos. E aí, provavelmente teria que começar tudo de novo.

Nessas horas, eu só consigo pensar em como sou privilegiada por ter trazido esses toquinhos de gente ao mundo. Por ser os meus braços que as aninham quando têm sono, medo ou vontade de aconchego. Por ter sido eu a escolhida para dar-lhes a vida.

Feliz aniversário, minhas pimentas.

Mamãe ama vocês mais do que tudo, e cada segundo mais.

* 'Aniversário', do Grupo Palavra Cantada

10.5.08

tagarelice



Dia desses, eu trocando as pimentas, Naná não parava de falar, e eu respondendo. Ficou assim uns bons minutos de conversa ininterrupta, até que Teté se encheu:

- Parem de falar, meninas! Puxa vida... eu télo um pouco de silêncio!!
=P

modernidade


Ana Luz já dá mostras de estar absolutamente confortável com o status-quo de sua geração. Dia desses, eu tentando ligar para uma amiga no telefone.

Naná: voxê consiguiu falá com a tia Su, mamãe?
eu: não, filha, ela não tá em casa...
Naná: então liga no celulá, mamãe!!

=P

3.5.08

vaidade a toda prova


Nós três no carro: Naná e Teté no banco de trás, cada uma bem acomodada em sua respectiva cadeirinha, e eu dirigindo. Um doido qualquer desrespeita uma preferencial e dou uma freada (nem tão brusca assim). A reclamação vem rápida:

Naná: Mamãe!!!
eu: que foi, filha?
Naná: cuidado com o meu cabelo!!!

Eu mereço?

morta de fome


Eu tenho o costume de, quando conto pras pimentas estorinhas que elas estão acostumadaa a ouvir, deixar algumas frases incompletas para que elas sigam contando pequenos trechinhos. E tem uma estorinha que sempre conto, e em cujo final repito sempre o trechinho "... e assim, o camaleão aprendeu que a gente não pode agradar todo mundo, e que o importante é fazer aquilo que a gente tem vontade!".

Pois bem. Dia desses, eu contando a tal estorinha, como de costume comecei a frase pra deixar que elas completassem: "... e assim, o camaleão aprendeu que a gente não pode agradar todo mundo, e que o importante é fazer...

Estrelinha, mais do que rápida:

- comida!!!

=D