26.3.07

sinal de vida

Depois de um longo mas nada tenebroso inverno (inverno nada, que nem outono tá rolando por aqui, São Pedro tá providenciando mesmo é um belo de um verãozão que não acaba mais), cá estamos nós de volta, limpando as teias do abandonado (nem tanto, nem tanto) blog das pimentas.
Sobre as novidades, algumas já nem tão novas assim:
- a viagem foi fantástica. Sim, nós fomos dois loucos desvairados de inventar fazer um trajeto tão longo, com tanto pé na estrada, e sob um calor escaldante, com duas pimentas apimentadas de menos de dois anos. Fomos loucos, mas nossa loucura foi largamente recompensada. A verdade é que as meninas (e nós, por tabela) curtiram demais as férias. Muito mais do que a gente poderia imaginar. Estavam sempre de bom humor, sempre divertidas, sempre dispostas. Cansavam de vez em quando, é claro, mas quem não cansaria? Eu mesma, durante a viagem, se pudesse teria pedido um colo de vez em quando. Nada de mais. Mas brincaram na areia até enjoar, correram livres pelas diversas praias semi-desertas que visitamos, perseguiram siris na beira do mar, comeram peixe e frutos do mar até não aguentar mais, tiraram deliciosas sonecas sob o guarda-sol ao som do bater das ondas, andaram de aqua-táxi (olha que precisa ter coragem, hein?), viram peixinhos passando entre nossas pernas, se empanturraram de pizza e suco de laranja (definitivamente, as iguarias emblemáticas da viagem). E perderam definitivamente o medo do mar. Já chegavam na praia pedindo para ir para o "má". Chegaram esgotadas em São Paulo (aliás, chegamos todos), mas valeu a pena demais. A primeira longa viagem das pimentas vai ficar guardada pra sempre nas nossas memórias e corações. E nas fotos, que surtamos geral e tiramos mais de 800 (!).
- as duas estão mais tagarelas do que nunca: Ana Luz já repete absolutamente tudo o que a gente fala e já ensaia construir frases (outro dia, depois que as duas se fecharam no nosso quarto, ela gritou de lá de dentro: 'podi abi, mamãe'...). Estrela tem paixão pelas palavras com sílabas semelhantes (cocó, papá, caco, teté, auau) e ainda não arriscou outros tipos de palavras, mas também já vem ensaiando juntar elementos para formar pequenas frases - cocô Teté (Teté fez cocô), Naná lá (a Naná tá lá) e assim por diante. Comunicam-se com cada vez mais facilidade. Uma belezinha.
- são duas pequenas aprendizes de mamífera: sem que fosse ensinado, começaram a dizer que queriam dar de mamar para as nenéns-bonecas. E sabe como? Nada de mamadeira na estória. Elas sentam no sofá ou na poltrona, levantam a blusa e ajeitam a bebê. Direitinho, sem que ninguém precisasse mostrar como era. Nem preciso dizer que chorei de orgulho.
De resto, estão lindas, enormes (como estão crescendo rápido, vira e mexe eu chego a assustar), espertas, sapequíssimas (não páram desde a hora em que acordam até a hora que vão dormir). Um estouro. Uma delícia.
Mãe-coruja? Quem?

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