24.12.07

o tempo passando



Se o 'dedinhos de moças' anda meio abandonado, é por falta de tempo, não de estórias pra contar.
Aliás, muito pelo contrário. A cada dia que passa, as pimentas arrumam uma tirada nova pra fazer a gente morrer de rir e estourar de amor e orgulho.
Estão faladoras, entendem tudo, tudo mesmo. Até o que não deviam entender, entendem. Já repetem um ou outro palavrão ouvido da mamãe e papai bocudos. Contam as estórias que ouviram escutando um rabinho aqui, outro ali. Recontam as estorinhas que a gente conta pra elas. Cantam as musiquinhas que conhecem, com um charme que dá vontade de empalhar de tanta fofura.
Ana Luz já faz umas frases completinhas, com todas as palavras pronunciadas corretamente. Estrela ainda come uns pedaços de uma palavra aqui, outra ali. Às vezes a gente se confunde, mas com o tempo, adquire-se um extenso vocabulário de "estrelês" e entende-se o que a pimenta-caçulinha diz ou quer, sem problemas.
Brincam de mamãe-filhinha o tempo todo. Uma deita no sofá e chama a outra: "quer dormir, filhinha?". A outra vai lá e deita do lado, a primeira abraça e pergunta: "quer mamar um pouquinho?". A resposta rápida: "quero!!". A 'mamãe' levanta a blusa e lá vai a 'filhinha' mamar, contente da vida. Terminado o processo, caem na gargalhada.
Aliás, a gargalhada das pimentas é um capítulo a parte. Quando começam a rir, não tem quem segure. Uma alimenta a outra, e ficam rindo uma da outra um tempão. A gente nem sabe qual foi a razão da risada começar, mas acaba rindo também, de gosto. Que é uma delícia de se ver.
Quando ficam muito quietas, pode contar que estão aprontando alguma. Dia desses, mamãe-pimenta no escritório, o silêncio na sala começou a parecer suspeito. Vim pé ante pé, sem fazer barulho, e devia ter tirado foto da cena: as duas no sofá, Teté esperando com um sorrisão de orelha a orelha e de olhos atentos na irmã, que com uma faca (que perigo!!) na mão tentava 'serrar' a embalagem de banana seca que tinha ficado dando sopa em cima da mesa, e dizia pra irmã: 'você quer banana, Têla? peraí que eu já vou dar pra você!'. Claro, tirei mais do que depressa a faca da mão da pequena, lembrei-a que faca não pode, que faz dodói, etc, e fui me refugiar na cozinha para rir à vontade.
Estão começando a se interessar por quebra-cabeças e joguinhos de montar. E já elegeram papai-pimentão como o 'mestre-de-cerimônias' perfeito para esse tipo de brincadeira. É só ele aparecer por perto, que elas já vem logo: 'vamo montá, papai?'. Se não é pra montar, é pra ler. Cada livrinho aqui de casa já deve ter sido lido pelo menos umas 8.457 vezes.
Adoram dançar. Isso, acho que puxaram de mim, que danço com elas no colo desde bebezinhas. É só começar uma música, que as duas vão para o sofá (eleito como a 'pista de dança' oficial) e começam a balançar as bundinhas pra lá e pra cá.
Estão descobrindo o desenho, também. Começam a rabiscar um papel e logo vêm contar: 'mamãe, fiz um au-au', 'mamãe, olha a minha girafa que bonita!'. A gente se esforça, e não é que consegue mesmo visualizar um bichinho lá no meio daquela rabisqueira toda? Amor de mãe (e pai) faz milagres.
Sobretudo, ficam a cada dia mais doces, mais especiais, mais apaixonantes. Eu às vezes me pego cheirando, acarinhando, numa ânsia de guardar esses momentos pra sempre.
Ai. Filho cresce rápido demais, mesmo.

PS: aproveitando o ensejo, um Feliz Natal e um ótimo 2008 para os queridos amigos visitantes do 'dedinhos de moças'. em 2008, prometemos tentar diminuir significamente os intervalos entre os posts! bom, tentar, né... =D

Um comentário:

Simone disse...

um ótimo 2008 pra vcs também!!!!