3.6.16

para bom entendedor

eu amo ser mãe.

é de longe o lance mais intenso, mais divertido, mais enriquecedor, mais empolgante, mais gratificante que eu já experimentei, nesses meus bem vividos trinta e sete aninhos de existência.

é sem dúvida alguma a experiência que mais me transformou (e ainda transforma), que mais me ensinou (e ensina), que mais me fez (e faz) crescer.

ser mãe das minhas três filhas, desde o momento em que pus os olhos nelas pela primeira vez e até hoje, fez e faz de mim uma pessoa melhor.

ser mãe é, pra mim, uma realização pessoal. eu não me sentiria completa, sem elas na minha vida. sem tê-las trazido ao mundo. sem experimentar a dor e a delícia de ensinar e aprender com elas, todos os dias.

não é cor de rosa. não é fácil. não é perfeito. mas é bom pra caralho.

eu canso. eu surto. eu tenho os meus medos, as minhas inseguranças, as minhas limitações, as minhas impossibilidades. mas até nelas, a maternidade me ensina. a acolher e aceitar, e a fazer o melhor sem esperar acertar sempre. ou a saber que estarei acertando, mesmo quando eu errar - porque terei dado o melhor de mim, naquele momento e naquelas circunstâncias. e isso é muito.

isso não significa que a minha vida fosse triste, ou vazia, ou sem graça, ou sem sentido, antes da maternidade. mas tem uma qualidade de presença, de olhar, de sentimento, de atitude, que eu só alcancei depois que elas vieram para fazer parte do meu mundo.

eu amo ser mãe.

e se você leu até aqui, por favor, faça mais um esforço e leia mais essa:

eu. estou. falando. de. mim.
de mim.

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